Como o VeroAtto Proof preserva, sela e permite conferir uma prova digital.
Documento de referência sobre aquisição, cadeia de custódia, assinatura pública, ancoragem OpenTimestamps, dossiê e conferência probatória.
Última atualização: 1º de agosto de 2026 · Formato VeroAtto Proof v1.1Visão geral
O VeroAtto Proof é o produto de preservação digital do ecossistema VeroAtto. Ele compartilha a identidade segura da conta, mas mantém fluxo, códigos, inventário e documentos próprios. Um caso probatório precisa ser criado deliberadamente; documentos assinados ou contratos comuns não entram automaticamente nesse fluxo.
Acesso, contratação e créditos
O VeroAtto Proof usa a mesma identidade segura do VeroAtto Sign. A pessoa cria ou acessa uma conta, cadastra sua empresa uma única vez e escolhe entre caso avulso, assinatura mensal, assinatura anual ou proposta corporativa. A compra confirmada credita a organização; cada crédito abre um novo caso probatório.
Terceiros não precisam de conta para conferir o resumo técnico público. O conteúdo integral somente pode ser compartilhado por link privado, temporário e revogável criado por usuário autorizado. Consulte os planos e limites.
Procedimento recomendado
- 1Definir o objetoDescrever de forma objetiva a fonte, a finalidade e o contexto da coleta.
- 2Adquirir a fonteUsar captura pública, gravação assistida ou envio do arquivo original. Evitar edições antes da entrada.
- 3Registrar contextoAdicionar nota de coleta, URL e referência; documentar passos relevantes sem conclusões subjetivas.
- 4Revisar inventárioConferir nomes, tamanhos, quantidades e hashes antes da selagem.
- 5Selar e exportarAplicar o Selo Público VeroAtto Proof, preservar os comprovantes e baixar PDF e pacote técnico.
- 6ConservarManter o pacote original, atualizar comprovantes pendentes e documentar qualquer transferência posterior.
Captura, formatos e limites operacionais
O caso aceita fontes distintas porque origem e contexto variam. O responsável seleciona a modalidade adequada, revisa o resultado e mantém o arquivo original sem edição prévia sempre que possível.
Página pública
Registra URL solicitada e final, horário do servidor, status, cabeçalhos permitidos, tipo, bytes recebidos e hash. Respostas públicas são limitadas a 5 MB.
Tela assistida
Grava a aba, janela ou tela escolhida por até 60 segundos. Controles flutuantes dependem do suporte do navegador e não entram no vídeo capturado.
Arquivo original
Imagens, vídeos, áudios, PDFs, textos, JSON, ZIP e outros arquivos admitidos podem ser enviados com até 250 MB por evidência pelo envio seguro em partes.
Nota contextual
Declarações objetivas recebem horário, autoria, custódia e hash próprios, sem serem confundidas com o conteúdo capturado.
A captura autenticada não contorna proteções do serviço de origem, não armazena senhas e não garante acesso a conteúdo que o navegador, a sessão ou o provedor impeçam de compartilhar. Quando o recurso não estiver disponível, o sistema orienta o envio do arquivo pronto como modalidade alternativa identificada.
Visualização e acesso aos artefatos
Preservar não significa ocultar. Usuários autorizados e destinatários de compartilhamentos podem conferir cada artefato de acordo com o formato, sempre associado à identificação, tamanho, tipo, hash e opção de acesso ao original quando permitida.
Pré-visualizações e quadros-chave são derivados auxiliares. Eles recebem identificação própria e nunca substituem os bytes originais usados no cálculo de integridade.
Arquitetura criptográfica
SHA‑256
Aplicado aos bytes dos artefatos, manifesto, relatório e comprovantes armazenados.
Custódia encadeada
Cada evento inclui o hash do anterior e seus próprios dados canônicos.
Raiz Merkle
Combina manifesto, cabeça da custódia e hashes dos artefatos em uma raiz única.
ECDSA P‑256
Assina o payload do selo. A chave privada permanece cifrada; a chave pública é publicada.
{
"format": "veroatto-proof-digital-evidence-seal",
"sealVersion": "GP-PUBLIC-SEAL-1",
"publicCode": "VA-PROOF-...",
"manifestHash": "sha256...",
"custodyHead": "sha256...",
"merkleRoot": "sha256...",
"serverTimestamp": "ISO-8601"
}O registro de transparência possui sequência global, hash da entrada anterior, manifesto, raiz Merkle e assinatura. Isso permite detectar reordenação ou substituição de entradas publicadas. Casos produzidos antes da identidade VeroAtto conservam seus nomes técnicos e identificadores originais: a plataforma não reescreve provas históricas e mantém a verificação compatível.
Ancoragem pública OpenTimestamps
Depois da assinatura, o VeroAtto Proof cria uma declaração canônica de ancoragem e envia apenas seu digest SHA‑256 a calendários públicos OpenTimestamps. O conteúdo do caso não é enviado.
Anterioridade pública e independenteQuando o compromisso é confirmado em bloco Bitcoin, o comprovante demonstra que o digest já existia até aquele bloco. O arquivo `.ots` acompanha o pacote e permite conferência por ferramenta compatível, sem revelar o conteúdo preservado.
A confirmação é assíncrona. Um caso pode permanecer pendente por algum tempo. O VeroAtto Proof tenta atualizar os comprovantes automaticamente e também oferece atualização manual. Falha de calendário não altera o selo ECDSA nem a cadeia local.
Dossiê e verificação
Os quatro PDFs derivam do mesmo manifesto selado. O relatório contextual e o memorial processual não reescrevem a prova; apontam suas fontes por códigos EVID e EVT. A análise assistida é identificada como rascunho, não substitui parecer jurídico ou perícia e exige revisão humana antes do uso externo. Quando as fontes excedem 30 MB, o relatório e os artefatos permanecem disponíveis individualmente, preservando seus hashes e a possibilidade de conferência.
O índice de robustez técnica mede apenas controles observáveis de aquisição, integridade, custódia, selagem, continuidade, anterioridade e auditabilidade. Ele não atribui estrelas, não certifica veracidade material e não antecipa a valoração jurídica. A consulta pública padrão mostra metadados reduzidos sem expor o conteúdo; compartilhamentos privados podem liberar relatórios e artefatos com expiração e auditoria.
Compartilhamento público, privado e judicial
O proprietário do caso define o que será exibido e por quanto tempo. O resumo público expõe somente os elementos mínimos para validação do selo. Artefatos, relatórios e downloads integrais dependem de uma autorização específica.
A vinculação judicial organiza contexto e destinatários; não protocola automaticamente a prova em tribunal, não altera o conteúdo do processo e não garante admissibilidade. O responsável deve respeitar segredo de justiça, sigilo profissional, finalidade e minimização.
Força probatória e conferência
O VeroAtto Proof produz e conserva elementos técnicos destinados a demonstrar integridade, anterioridade, origem da aquisição e continuidade da cadeia de custódia. Sua estrutura favorece a verificação independente, o contraditório e a apresentação organizada da prova digital.
- Manifesto, artefatos e hashes ligados por raiz Merkle.
- Cadeia de custódia cronológica e encadeada.
- Selo ECDSA verificável por chave pública.
- Anterioridade reforçada por comprovantes OpenTimestamps.
- Dossiê e pacote técnico preparados para conferência independente.
O ordenamento brasileiro admite meios legais e moralmente legítimos de prova e documentos eletrônicos produzidos e conservados conforme a legislação. Referências: arts. 369, 411, 439 a 441 do CPC e art. 10, § 2º, da MP 2.200‑2/2001.
Privacidade, segurança e retenção
O caso pode conter dados pessoais, comunicações e informações sensíveis. O responsável deve observar finalidade, minimização, base legal, sigilo profissional, controles de acesso e prazo de conservação aplicável.
Para regras institucionais, consulte a Central Jurídica e de Confiança e o Método público do VeroAtto Proof.